STJD pune Dudu por ataque a Leila Pereira

Dudu é suspenso por misoginia contra Leila Pereira e não enfrenta o Palmeiras

O atacante Dudu, hoje no Atlético-MG, foi punido com seis jogos de suspensão e multa de R$ 90 mil pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). A decisão foi anunciada nesta sexta-feira (18). A punição se refere à denúncia por misoginia contra a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, com base no artigo 243-G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).

Com isso, Dudu está fora da partida contra o Palmeiras, marcada para este domingo (20), pelo Brasileirão.

Embate com Leila termina nos tribunais

O caso marca mais um capítulo da turbulenta relação entre o jogador e a presidente do Verdão. Desde a saída do atacante do clube, em 2024, ambos trocam acusações públicas e ações judiciais.

O ponto central da denúncia foi uma publicação feita por Dudu em janeiro, após declarações de Leila em entrevista coletiva. Na ocasião, a mandatária alviverde afirmou que o atacante “saiu pela porta dos fundos“, o que motivou resposta agressiva do jogador nas redes sociais.

A origem do conflito

A tensão começou ainda em 2022, quando Leila se recusou a alterar cláusulas do contrato na última renovação do camisa 7. Em 2024, a situação piorou. Dudu chegou a aceitar uma proposta do Cruzeiro, mas voltou atrás após pressão interna e da torcida. Leila, no entanto, alegou que a transferência já estava autorizada.

Esperamos que ele honrasse o compromisso, o que não aconteceu“, afirmou Leila, na época.

Post polêmico vira denúncia

No início de 2025, a presidente voltou a criticar publicamente a postura do atacante, que respondeu em tom ácido:

O caminhão estava pesado e mandaram eu sair pelas portas do fundo. Minha história foi gigante e sincera, diferente da sua, senhora Leila Pereira. Me esquece VTNC.

 Foto: Reprodução Instagram

A sigla usada na resposta foi considerada ofensiva e motivou a denúncia no STJD por ato discriminatório de cunho misógino. O tribunal entendeu que o conteúdo era desrespeitoso e decidiu aplicar a pena máxima prevista para atletas.

Defesa: “Vim Trabalhar no Cruzeiro”

Na Justiça comum, Dudu se defendeu dizendo que foi alvo de assédio moral e psicológico por parte da presidente. Ele alegou que sua saída do clube envolveu renúncia a cerca de R$ 25 milhões e que suportou ofensas de forma silenciosa por meses.

Sobre a sigla “VTNC“, o atacante afirmou que o significado era ambíguo. Segundo seus advogados, poderia se referir a “Vim Trabalhar no Cruzeiro” e não necessariamente ser uma ofensa direta à dirigente.

Clima azedou de vez após a despedida

Dudu se despediu do Palmeiras em uma partida marcada por emoção. Ele se despediu do gramado do Allianz Parque ao lado da família. Dias depois, elogiou o ex-presidente Maurício Galiotte, chamando-o de “o melhor presidente que teve“, o que irritou ainda mais a atual gestão.

O conflito que começou com divergências contratuais virou caso judicial. A briga, agora pública e jurídica, marca o fim de uma era e expõe as feridas de uma das histórias mais vitoriosas e polêmicas do futebol recente.

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